terça-feira, 28 de agosto de 2012

HORÁRIO POLÍTICO GRATUITO...SERÁ??

Eu estava lendo a revista Veja dessa semana (29 de agosto de 2012),e me deparei com uma pequena,mas não insignificante observação.

Uma pequena observação mas que não poderia ficar despercebida,mas sim deveria ganhar destaque em uma reportagem especial.Simplesmente um pequeno apêndice,uma pequena observação,daquelas de canto de página,sabe?

Mas esse pequeno adendo tinha uma informação preciosa que pelo meu ponto de vista deveria ser publicada as quatro ventos,por todo e qualquer meio de comunicação...

Dizia o seguinte:

"606,1 milhões de reais é a soma à qual a União renunciará em arrecadação do imposto de renda para compensar as emissoras de rádio e televisão pela transmissão do horário político eleitoral obrigatório - que é, portanto,financiado pelo contribuinte e de gratuito não tem nada..."

E lembrando que são exatamente essas as palavras escritas pela revista Veja.

Então penso,reflito e não consigo imaginar por que não podemos usar tanto dinheiro para construir escolas,hospitais,e diversas outras obras para o povo brasileiro - e quando eu digo o povo brasileiro eu não estou falando sobre as obras da Copa,que todos sabemos que será festa para gringos...

Eu acho que nunca conseguirei entender até onde vai a falta de caráter,sensatez e vergonha na cara dos ditos representantes do povo,que não fazem mais do que simplesmente encherem os bolsos,inventarem impostos,taxas,e seja lá o que for para poder aumentar cada dia mais o "mensalão",as despesas de gabinete,que por sinal  a cada dia se tornam mais e mais exorbitantes e astronômicas, mas isso sem falar do décimo quarto salário,ah não, me desculpem eu me equivoquei,eles acabaram com o décimo quarto salário,e trocaram pelo singelo agrado de ajuda a cada três meses do ano,ou seja,diluiram o décimo quarto em quatro partes,mas como não poderia deixar de ser,colocaram um pouquinho a mais nessa bagatela...

Eh,a cada dia me surpreendo mais e mais com esse nosso Brasil,terra do ouro,da prata,do samba,do futebol,e da falta de vergonha e impunidade dos nossos "representantes"...

domingo, 10 de junho de 2012

NOSSO COTIDIANO


Sabe naquelas noites em que você se encontra apenas com um aparelho de rádio velho,escutando aquelas músicas que lhe dão saudades de tempos antigos e trazem à memória lembranças boas,e as vezes também lembranças ruins,que muitas vezes você acha que deveria esquecer?


Pois então,é exatamente nessas noites em que procuro alguma inspiração para escrever algo,ou simplesmente para fazer algo diferente,algo que valha a pena,que faça a diferença,quer seja para mim,ou,para qualquer outra pessoa.

Músicas nostálgicas muitas vezes podem trazer a memória coisas que você poderia ter feito de outra forma,e assim mudado totalmente o rumo de sua história,ou será que não?Será que nós temos assim tanto controle sobre nossos destinos como achamos que temos?Será que somos nós mesmos donos de nossos destinos?Deuses do acaso,onde podemos mudar o que quer que seja e assim mudar todo um curso de história futura?Ou será meramente fruto de nosso imaginação?


Nós,seres humanos,enquanto estivermos na condição de reles “pensadores” como achamos que somos,e que na verdade sabemos que não o somos,nunca acharemos a resposta,porque simplesmente procuramos respostas para coisas inúteis e sem respostas,ao invés de nos empenharmos em coisas construtivas e de crescimento pessoal,comunitário e social.


“Existem mais coisas entre os céus e a Terra do que se pode supor a vã filosofia.”


Devemos nos ater nessas simples palavras que mesmo sendo assim tão simples ainda dizem tanto quanto podem dizer à aqueles que procuram entender o seu significado mais simples e não o “significado oculto” que tantos procuram achar por de trás de citações filosóficas e poéticas.


O que quer que pensem,simplesmente pensem e não finjam que o estão fazendo,aja,pensem,reflitam.Não digam que estão pensando,mas pensem e reflitam sobre o que há de mais importante em nossas vida: O NOSSO COTIDIANO.


terça-feira, 10 de abril de 2012

HOMOSSEXUALIDADE EM FAMILIA

O que nós não fazemos por amizades,não é verdade?

Até mesmo escrever sobre determinados temas um pouco mais polêmicos,e fora da rotina do blog.Com fins acadêmicos e para o bem de ciência.Rsrsrs.

Pois bem,vamos lá.

Hoje em dia,um assunto que sempre nos vem nas rodas de conversas,na mídia e até mesmo dentro de casa,é a homossexualidade.

Um assunto que antigamente era muito polêmico para ser falado abertamente,e até mesmo abominado e censurado por nós mesmos,por meios de preconceitos e ideias plantadas na sociedade.

Homofobia é o termo utilizado para nomear qualquer tipo de discriminação e/ou aversão aos homossexuais.

No sentido mais profundo da palavra, homofobia ainda significa medo que uma pessoa pode ter de se tornar um homossexual. Dessa forma, pode-se perceber que o termo é um neologismo.

Existem várias ramificações que justificam a homofobia.

Algumas pessoas encaram a homofobia como uma manifestação semelhante ao racismo onde as pessoas se limitam às imposições da sociedade e não são abertas ao novo e outras já vêem a homofobia como um problema do século que contradiz os ensinamentos recebidos pela sociedade, pela família e pela religião.

Uma pessoa pode até não concordar com a homossexualidade, mas a partir do momento em que um ser humano, independente de sua cor, raça, credo ou sexo, é discriminado por ser homossexual, surge então o ato homofóbico. Atribui-se a ele a injúria, difamação, gestos e mímicas obscenas, antipatia, ironia, sarcasmo, insinuações e qualquer outra forma de criticar e banalizar o homossexual.

E essa situação tem chegado a um ponto muito crucial : As famílias.

Muita gente acha que essas coisa nunca irão acontecer dentro de casa,"...pois sempre acontece com os outros,com a gente nunca acontece..."

"A homossexualidade possui raízes na família que a deserda e na sociedade que a destitui”.

Por volta do ano 2000, ou até mesmo antes,o governo federal produziu e veiculou uma propaganda muito interessante: nela, um garoto batia a porta de uma casa. Um homem mais velho abria a porta e dizia: “Ele não quer mais ficar com você, vá embora”. O garoto então ia embora, e o homem, após fechar a porta, olhava para o filho, o qual se encontrava abraçado com sua mãe e junto de sua irmã, dizendo: “ele não vai mais fazer mal a você”.

Foi uma das primeiras campanhas públicas a favor da visibilidade do homossexual no Brasil e,uma das campanhas mais moderna e eficaz que já foi feita até o momento para este público.

Diferentemente do estabelecimento da relação violenta e desencontrada entre heterossexualidade e homossexualidade no cotidiano e nas campanhas atuais, o conflito ilustrado naquela se desenvolvia dentro de uma relação homossexual entre dois garotos, legitimando, por meio de um conflito dramático, a existência do amor entre duas pessoas do mesmo sexo.

Além deste diferencial na campanha, havia outro igualmente importante: a presença da família, acolhendo o irmão/filho homossexual e intervindo diante do conflito amoroso do garoto, numa postura de cuidado para com aquele que é diferente e ao mesmo tempo parte de um contexto familiar.

Esta é a potência que família teria para oferecer para o homossexual: ela poderia ajudar a transformar “o estranho”, familiar.

Porém, aparentemente e infelizmente, a trajetória das questões homossexuais na atualidade parece ter tomado um rumo um tanto antagônico quando comparado aquele descrito acima, sendo a família, aos poucos, distanciada de tudo aquilo que se refere à homossexualidade e seu lugar, familiar e social.

Seria o grande discurso homossexual de exaltação da diferença (“eu sou gay, sou diferente de você”) que o levou a sua desfamiliarização?

Sem muitas hipóteses para descrever o que levou a este distanciamento,podemos dizer que ele contribuiu para a maior sacralização da instituição familiar e a degeneração da homossexualidade, sendo a segunda a grande ameaça da primeira.

A homossexualidade, em maior ou menor grau, tornou-se a herança maldita da instituição familiar, capaz extinguir suas gerações, perverter suas crianças e destruir seus laços sanguíneos, por vezes vistos equivocadamente como os grandes responsáveis pela transmissão dos valores familiares.

É nesta relação esgarçada que a violência contra o homossexual encontrou um terreno fértil para a proliferação de suas suposições anti-naturais da homossexualidade, agora desfamiliarizada e carente de referências que a humanizem.

Vale a pena ressaltar aqui,que preferi utilizar a descrição “violência contra o homossexual” ao utilizar “homofobia”, e vou justificar minha escolha porque acredito que a adoção deste conceito veio a contribuir ainda mais com a violência que já ocorria contra o homossexual.

Aos poucos, e com o aumento da incidência dos crimes decorrentes do ódio aos homossexuais,a caracterização jurídica deu lugar a uma caracterização psicológica, recebendo o nome de homofobia, que quer dizer “aversão, medo ou repulsa de homossexuais”.

Assim, a qualificação do crime, que anteriormente recaia sobre o fato, recaiu sobre a pessoa que o pratica, a qual, como o homossexual, também recebeu um rótulo psicológico.

Homofóbico seria o heterossexual, ou seria então o negativo do homossexual, um homossexual subdesenvolvido, temeroso, medroso, covarde diante à imponência de uma homossexualidade exposta e vanguardista.

Lembro, obviamente, que condeno a violência contra homossexuais, como também condeno a estigmatização das pessoas, independentemente de suas orientações sexuais, e é por isso que condeno também o uso do conceito de homofobia: ao rotular, ele sustenta o ciclo de violência, convidando à rivalidade e verticalização das sexualidades. Homofobia não é um crime, é um diagnóstico pretenso.

Não importa se a pessoa que agride o homossexual sente repulsa, medo, ódio, desaprovação ou possui desejos reativos e reprimidos, o que importa é que o crime que ele pratica deve ser penalizado criminalmente.

Ouso até a dizer que ele também, como o homossexual, deva ser familiarizado, pois acredito que é pelo caminho da familiaridade que é possível encontrar um futuro mais humano e cidadão para todos.

Tendo em vista que as raízes da homofobia é dentro de nossos lares,como podemos criar uma nova geração de pessoas mais tolerantes,que saibam respeitar o ser humano em primeiro lugar,antes de mais nada vendo a pessoa por trás dos preconceitos impostos pela sociedade e pelos nossos antepassados?


Devemos aceitar homossexuais em nossas familias e apoiá-los,incentivando a serem homossexuais,ou devemos abominar os mesmos,radicalizando ao expulsar os nossos entes queridos,por uma escolha no modo de viver daquela pessoa em que vimos crescer e tivemos tantas experiências e lembranças boas?


Essa escolha cabe a cada um tomar,mas temos que ter em vista que antes de mais nada quem está ali é uma pessoa,com sentimentos,lembranças,experiências,e acima de tudo,coragem de assumir o que muitos não têm coragem de assumir,e seguir o seu caminho.


Se a violência só gera mais violência,devemos pensar bem antes de fazermos nossas escolhas,assim como devemos orientar e observar os comprtamenstos,não se fazendo de cegos para o que nos rodeia,e a cada dia esta mais próximo de nós.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ONI

Onis, uma das criaturas mais populares do folclore japonês e uma das criaturas que mais sofre preconceito por estas bandas ocidentais. Simplesmente traduzido como "demônio", um Oni é muito mais do que uma criatura com chifres e dentes afiados.

A palavra Oni é composta de apenas um kanji, formado de uma imagem pictográfica de uma criatura com uma grande cabeça e pernas disformes. No idioma chinês, este kanji significa "fantasma", e era usado antigamente para designar os espíritos das pessoas que faleceram.

Com o passar dos anos e com o sincretismo das crenças do oriente - quais sejam, hinduísmo, budismo, taoísmo, e, posteriormente, as escolas budistas japonesas, o shugendou, o onmyoudou e o shintoísmo -, a palavra oni passou a ser usada para designar criaturas semelhantes ao que nós conhecemos por ogros e por trolls aqui no ocidente, que possuem chifres, dentes afiados e grandes presas.

Com frequência aparecem retratados no Jigoku, o inferno budista, trabalhando como servos de Enmma-Daioh, o Grande Rei Enma, um dos dez juízes do inferno, razão pela qual hoje são chamados de demônios pelos ocidentais.

Ozunu, também conhecido como En no Gyouja, tido como o fundador do Shugendou, possuía dois onis como seus servos, Sekigan e sua esposa Koukou, que posteriormente mudaram seus nomes para Zenki e Goki.

No Feng Shui, a direção nordeste não é tida como auspiciosa, sendo chamada de "Portal do Oni".

Para manter Onis afastados, era costume manter estátuas de macacos nos jardins e nos telhados das casas e dos templos, especialmente virados para nordeste.

YUUREI

Yuu, em japonês, significa estar isolado, estar confinado em um quarto. Esse mesmo kanji, em chinês, significa quietude, retidão, escuridão e tranqüilidade. Isso porque esse kanji é formado pelo kanji yama (montanha) e por um duplo radical que significa espaços pequenos. Assim, nós chegamos a espaços pequenos em montanhas (cavernas), locais esses que são escuros, quietos e tranqüilos, e que por isso são perfeitos para executar práticas meditativas, nas quais é necessário estar isolado para transcender a consciência e realizar projeções astrais.

Originariamente, Yuurei era a expressão para designar os espíritos das pessoas que desencarnavam e que estavam em sua jornada rumo ao outro mundo. Na cultura oriental, as montanhas, além de serem excelentes locais para as práticas ascetas do Shugendou e de abrigarem os templos budistas das sendas Shingon e Tendai, são passagens para onde as almas eram conduzidas entre esse mundo e o outro (pesquisem sobre o Monte Hiei, o Monte Kurama e o Monte Osore, apenas por curiosidade). Esses espíritos eram representados sem pernas, usando uma hitaikakushi na cabeça (um tecido triangular branco amarrado na testa).

Como se vê, Yuurei é mais um termo genérico que tinha o significado original de espírito desencarnado. Com o passar dos tempos, ele passou a assumir um significado de "aparição", "assombração" e "alma penada", sendo usado atualmente para indicar os espíritos das pessoas que morreram, mas que, por causa de assuntos inacabados, lembranças, vingança ou raiva, não conseguem partir para o outro mundo.

A alma humana, como vimos, é composta por quatro partes, ou quatro almas: sachimitama, kushimitama, aramitama e nigimitama. Eu já havia mencionado que é o desequilíbrio na nigimitama que "segura" as outras almas e impede o espírito de partir. Esse é o conceito que se tem atualmente de Yuurei, tanto é que elas não são mais retratadas usando a hitaikakushi.

A expressão mais correta para indicar um espírito violento e vingativo é Onryou, que surge da mesma forma explicada acima. Apesar da ligeira mudança de significado ocorrida com a palavra Yuurei, as pessoas ainda tendem a diferenciar esses dois tipos de espírito: um Onryou é muito mais vingativo e rancoroso do que uma Yuurei, que geralmente busca causar um dano físico na pessoa objeto de seu ódio. Nesse caso, há também um desequilíbrio na aramitama, responsável pela violência e pelas manifestações físicas que podem ocorrer por conta de sua aparição. Já a Yuurei é um espírito mais emocional. Em termos ocidentais, Yuureis seriam obsessores, atuando num nível mais emocional do que físico em seu obsediado; ou aqueles espíritos que não querem acreditar que desencarnaram, que ficam presos em objetos e em locais (casas, museus) por causa de suas lembranças.